segunda-feira, 19 de junho de 2017

Espírito de grupo e barbárie

Enquanto boa parte das pessoas curte o feriado esticado, fiquei pensando se tenho algum problema de TOC ou coisa que o valha. Escrevo isso porque fico muito incomodado quando recebo um texto e ele não vem formatado em Arial 12, espaçamento zero antes e depois, sem espaços entre parágrafos do mesmo estilo e 1,5 entre linhas. Me dei conta disto enquanto editava uns materiais de comunicação interna. Custava seguir o combinado, facilitar a leitura e publicação, além de evitar a perda de tempo de quem vai fazer a etapa seguinte?
Parei, pensei melhor. Não, frescura minha, até gosto de formatar e deixar tudo mais claro, já virou hábito e nem dói. Mas, assim, essa coisa de pensar que tudo é “azar do goleiro”, "o outro que se vire", é a responsável por muitas das coisas ruins que estão por aí. Quer outro exemplo? Fui fazer umas provas na faculdade nas últimas semanas e sempre tem os bonitões que chegam atrasados, depois que os demais já estão concentrados na leitura e resolução das questões. Falam alto com a fiscal, se identificando e pedindo as folhas, andam pela sala à procura do melhor lugar, arrastam classes e cadeiras fazendo o atrito dos pesinhos com o chão produzir aquele sonzinho que te leva para outro lugar, muito distante do problema sobre aspectos filosóficos e sociológicos da educação de que tratava a pergunta. É uma falta de respeito, desprezo pelo outro e ausência de instinto coletivo sem tamanho.
Aí viajei mais um pouquinho e cheguei à barbaridade promovida pelo governo do Estado na noite gelada da quarta-feira, jogando 70 famílias para fora de um prédio abandonado que até o dia anterior não importava. O mesmo governo que “precisa” se livrar de Banrisul, Corsan e outras estruturas, que lá no início do mandato estudava se desfazer de imóveis públicos considerados dispendiosos, subitamente vê importância em um edifício que, não fosse a ação das pessoas que moravam ali até anteontem, continuaria sendo criadouro de ratos no Centro de Porto Alegre. Estariam, os ratos, querendo voltar? Pode ser...
Mas a barbaridade que foi a ação da Brigada Militar, Judiciário e roedores do Piratini já foi retratada e dissecada por muitos camaradas, me atenho aos sentimentos que levam a isso. Como quando compartilho em rede social uma foto de um pai segurando um bebê e algumas palavras de uma deputada e vem um parceirinho questionar o trabalho da parlamentar. Quer dizer, a temperatura daquela noite, as poucas coisas que a família tinha atiradas em uma calçada suja da capital, um pai desesperado sendo levado para um abrigo para passar a noite, sem saber se esta casa poderá servir de teto para ele e a filha na noite seguinte, na próxima semana... Nada disso importa, o que vale é o ego de cada um, na tentativa de ganhar uma discussão de internet com argumentos do tipo “meu deputado tem menos citações que o teu”, “o Grêmio não tem mundial”.
A origem da puta insensibilidade que toma conta da maioria das pessoas nasce naquelas pequenas coisas lá do início. Para quê facilitar a vida do colega, acelerar os preparativos e chegar na hora? De pequeno incômodo em pequeno incômodo causado sem ter reclamação como feedback é que vão se formando monstros como o fascista do Sartori. O que vale é garantir meu direito de entregar tudo como e no tempo que eu quiser, privilegiar minha vida e gostos pessoais, as regalias da minha classe... Os outros? Ah, eles que se lasquem, nem que seja uma criança, de frio, sem escola, sem onde colocar o fogareiro para preparar a comidinha do dia... Quando ele crescer e quiser dar o troco na vida a gente rotula ele de ladrão, marginalzinho, prostituta vagabunda e tranca em uma das novas celas que os “gestores” do RS planejam construir.

domingo, 11 de junho de 2017

Carroça, alegria de um outro tempo.


Como pode uma carroça transbordar tanta alegria em tanto tempo.
Esta fotografia foi registrada na RS350 - Arambaré - Camaquã. 
Conectada há um tempo onde a pressa era outra. 
Quem andou de carroça sabe que o tempo é outro. 
Não o tempo que passa em anos, mas o tempo que anda. 
A velocidade das coisas passando é na velocidade certa, 
Nem tão devagar que não te canse
E nem tão depressa que tu não veja o tempo passando. 

quinta-feira, 8 de junho de 2017

ESTADO MÍNIMO SEM EDUCAÇÃO SEGURANÇA E SAÚDE.

Seu José quer um estado mínimo focado em educação, segurança e saúde, mas não sabe o que está falando.
Precisamos ampliar estes conceitos.
A abrangência do conceito de educação, saúde e segurança para estes políticos liberais do PP,PSDB,DEM e PMDB é restritivo, limitado e atrasado!
Em tempo de mudanças climáticas a Educação Ambiental e trabalhos de análises de impactos executada pela FZB é Segurança, Saúde e Educação.
Em tempo de crise os indicadores e estudos da FEE é Segurança para definir cenários, Educação para estudos universitários e Saúde para definir políticas sociais.
A natureza preservada no Jardim Botânico e os animais do ZOO tratados e recuperados são Saúde, Segurança e Educação para vida. 
A cultura e a comunicação pública, o conteúdo sem publicidade, programas educativos sobre Saúde, Educação e Segurança produzidos e veiculados pela Fundação Piratini  - TVE e a FM cultura - são necessários e insubstituíveis.
A verdade é que o Governo está enganando a sociedade quando diz que vai fechar as fundações para investir mais em saúde, educação e segurança.
Ao contrário, vai retirar  e não vai resolver o problema das finanças.
As finanças se resolve, como se faz na nossa casa:  trabalhando mais, cobrando as dívidas e cortando os gastos desnecessários, como as viagens. Não se faz, vendendo a geladeira, fogão e a cama.  
Governar não é fácil, por isso seu José, passa na Tumelero compra uma patente e não invente!
Quem Viver Verá!