Aproveitei a companhia de um colega e amigo, que está em Porto Alegre para nossa reunião ampliada de trabalho e fomos dar aquela caminhadinha para colocar a conversa em dia. Para não perder a parceria, chegamos no bar da quadra dos fundos e ocupamos uma mesinha na calçada. Entre um papo e outro chega mais um colega, das antigas do rádio gaúcho. Depois dos "opa, quanto tempo!?", "como está a luta?" o companheiro se junta a nós. Puxa uma das duas cadeiras vazias e almoça ali mesmo um prato de massa com carne de panela, acompanhada de água com gás, sem gelo e limão, além de uma batatinha no vapor, assim, sem salada mesmo. Comida de boteco, uma delícia!
Aquela hora e meia foi de troca de comentários sobre em que parte da comunicação pública do Estado estamos trabalhando, cada um com suas experiências, lembranças de projetos que participamos juntos ou nos vimos por aí quando atuávamos em veículos comerciais. Recordamos as dificuldades financeiras de quem insiste em viver de comunicação, contrariando os conselhos de muita gente...
O mais interessante foi quando o futebol chegou e se juntou, sem cerimônias, à mesa dos três colorados. Cruzando impressões sobre a rodada do final de semana, prestei atenção no timbre do parceiro que chegou depois, o que me transportou à infância, quando escutava, mais ou menos neste horário, aquela voz debatendo o esporte com outros radialistas "das antigas".
Muito legal a situação toda, esses caminhos que aproximam as pessoas que pareciam tão distantes há poucos anos, em uma mesinha de bar, numa esquina da vida, para falar de jogo de bola...
.o.O.o.
No final de semana também houve uma situação dessas. Embora não soubesse a localização de nenhuma delas, sabia da existência dessas casas de festas que vendem as bebidinhas mais comuns por preços exorbitantes, vodka com refri ou caipirinha, servidas em copinhos de plástico mais grossinho, tido como chique, mas bem bagaceiro e até meio brega, com aquelas frases de gosto duvidoso impressas em letras de forma. Imaginem, um terço de litro de cerveja por 10 pila!
O tema "pessoas" merece um parágrafo à parte. Os camaradas todos iguaizinhos, camisas de corte bem justo ao corpo e cores diferentes por dentro das golas e esqueminhas de prender os botões, cabelos e barbas que parecem ter sido cortados na mesma barbearia... As mulheres, predominantemente loiras, cabelo liso, vestidos e maquiagens parecidas... Um padrão só, nunca tinha visto tanta gente igual! Até os seguranças eram padronizados! Carinha com cabelo de guitarrista de banda indie ou negros, só do outro lado do balcão.
Tudo lá era aparência, desde os trajes até o ostentar uma bebida entre os dedos e o canudinho nos lábios. Para entrar e escutar a música, na maior parte do tempo de qualidade frágil e da moda, se pagava caro. Nem estacionar o carro na rua podia, querendo ficar pertinho era preciso entregar o veículo para algum dos engravatados dos estacionamentos, logicamente tão caros quanto o ingresso da casa. Até a carrocinha do cachorro-quente praticava preços cerca de 50% mais caros do que o normal!
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