Dinheiro, para que dinheiro, se ela não me dá bola?
A política econômica está cada vez mais direcionada para os rentistas.
Capitalista bom, precisa explorar bem a mais valia, porém não é suficiente, precisa também aplicar bem o dinheiro em algum paraíso fiscal, que renda mais que o lucro gerado pelo capital aplicado e da mais valia explorada.
Vivemos em consumo constante dos recursos naturais, afim de satisfazer necessidades sugeridas e bem iludidos pela promessa da felicidade eterna encartada na publicidade.
Enquanto isso, observamos e sentimos na pele as mudanças climática. Frio onde se tinha calor, fumaça onde se tinha vento, terra onde se tinha água, edifícios onde se tinham árvores, carros onde circulavam pessoas, internet onde se tinha tempo e o tempo passando no planeta rodando.
Se não decrescer, repensar a vida, mudar hábitos, introduzir novas rotinas, compartilhar o bem viver, desintoxicar do consumo e reinventar novas formas de diversão e prazer o futuro não será melhor que o presente. E sem melhorar o presente, o passado será lembrado com nostalgia, e o futuro cada vez mais incerto.
Fazer do dinheiro objeto de desejo, gerar riqueza sem a apropriação do trabalho e fazer fortuna pelo prazer, faz do humano o maior predador planetário e poem em risco a vida de várias espécies que habitam nosso planeta.
No cotidiano destes predadores, a premiação é o dinheiro, a arma o poder e a caça são os pobres. Quanto mais pobres, menos ricos com mais dinheiro. E quanto mais ricos mais sucesso do sistema.
Desconectar desta roda viva de crescimento continuado, de desejos de consumo permanentes, de crédito abundante, da barbárie social tolerada e da apropriação dos recursos naturais, é o grande desafio dos que sonham por uma planeta Terra mais vivo por mais tempo.
Quem Viver Verá !
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