domingo, 12 de julho de 2015

CONEXÃO - FUTEBOL E POLÍTICA!


Futebol e política se parecem, já dizia Nelson Rodrigues.

Igual a política o futebol têm jogadores (= os políticos), treinadores (=  o presidente) , os cartolas( = os juízes ) e o poder da grande mídia e dos interesses bilionários dos empresários e patrocinadores.  

A torcida, o povo, assistem a TV, ouvem o Rádio, leem os Jornais e debatem a crise nos cafés e no trabalho, ignorando todo o cenário e alheios aos grandes interesses, querem resultados, e torcem, aplaudem e vaiam. O que querem mesmo são títulos! 

Quando o time, o clube do coração, o conjunto, entra em crise, muitas vezes por padrão técnico insuficiente de seus jogadores,  ou comportamento social inadequados, ou corrupção e interesses dos cartolas e empresários, o poder da mídia é acionado - Pedem a troca e a cabeça do treinador, pouco resolve, mas os negócios lucram! Agradam a torcida e os negócios.

Os substitutos salvadores, são sempre os mesmos, e, quase sempre, o time também é o mesmo, mas a sensação é de melhora, de  mudança, o treinador foi impedido de continuar, isso é o que importa.

O novo treinador, normalmente já experimentado e demitido de outro clube, ganha alguns jogos e levanta a torcida e os lucros dos padronizadores. Passa alguns dias, volta ao que era anteriormente. Como não resolveu o sistema, a estrutura continua podre, a crise volta piorada e a segunda divisão assusta.

Não lembro de nenhum treinador que ganhou algum título, em andamento, tapando furo de outro demitido, mas com certeza o lucro e a publicidade e a cartolagem permaneceram com a bola toda.  

Estilos de treinadores e a política:  

Têm treinadores, que planejam e aplicam o planejado são normalmente antipáticos, mas se mantém por mais tempo no cargo, e, com resultados razoáveis possuem princípios e metodologias. São do tipo: Muricy Ramalho = Dilma
Têm treinadores políticos, tipo Zagalo, deixam boas lembranças, muita conversa mansa, muita sociologia, mas pouca prática e pedem para esquecer o que foi dito = FHC
Mas tem aqueles, tipo Celso Roth, que estão sempre disponíveis, sobrou vaga, estão dentro, mas sempre na retranca = Alckmin 
Têm o tipo Felipão, que já são ultrapassados, mas insistem e quando voltam é uma vergonha  = Serra.
O tipo Falcão, corajoso, que topam a pedreira, mesmo sem condições técnicas, aventureiros e oportunistas, morrem na praia = Eduardo Cunha 
E por fim têm os treinadores playboys, moderninhos,  tipo Luxemburgo, só aparência e muitas suspeitas, sempre um risco = Aécio

Mas uma coisa é certa, time que tá ganhando não se mexe!

O Brasil, mesmo em dificuldades, tá jogando completo. Uma cartolagem complicada, um treinador bem preparado, pedalando o que pode, forte na defesa, mas os jogadores do meio para frente são muito fracos. Um time conservador demais. O patrocinadores nervosos,a grande mídia radicalmente contrária, a  torcida querendo resultados, porém muito desconfiada, mas o prestígio lá fora ainda é grande.

A torcida se lembra saudosa do treinador antigo e sabe que os treinadores que estão no mercado não inspiram confiança. E a bola segue, com estádios vazios, e a mídia nervosa com seus compromissos de publicidade. 

A crise é na política e no sistema, mas os poderosos querem trocar  o treinador para agradar os patrocinadores financeiramente e não os fanáticos torcedores. A crise traz dinheiro, as trocas são o grande negócio do futebol e da política. 

O Brasil real tá melhor do que aquele pintado pela grande mídia e bem melhor que a seleção brasileira!Tem jogo de cintura!

Radicalizar a democracia direta, participativa e socialista é a solução, no futebol e na política para virar o jogo! 

Quem Viver Verá!

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