quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Manifesto inicial

CONSUMIR, SEM CONSUMIR O PLANETA - ECOSINDICALISMO UMA POLÍTICA PARA A SUSTENTABILIDADE.  

Temos um grande desafio para viver no planeta terra com mais qualidade de vida. Consumir, mas sem consumir o nosso planeta. Para isso temos que mudar o nosso padrão de consumo, nossos hábitos e valores. Continuar consumindo, mas de forma diferente, uma nova prática de consumo e de   bem viver. Consumo em redes, consciente, justo e solidário. Uma prática que deve ser adotada e estimulada pelo movimento sindical. Um sindicalismo em movimento lutando pelo emprego decente e pela qualidade vida das pessoas e do planeta. 


O sistema econômico mundial revigora-se a partir do consumo. Consumir é o ato mais importante do sistema econômico mundial. Inovar, atualizar e introduzir novos atos de consumo no dia a dia das pessoas é a grande valia do capital. O ato de consumir gera a renda e acumula riquezas aos já empoderados mandatários da atual ordem mundial. Inovar com mais mercadorias,ultrapassar as metas de produtividade e auferir mais lucro.


O consumo produz uma corrida de desejos e a publicidade, na sociedade de consumo, é o grande gênio da lâmpada. Basta esfregá-la que seu desejo será realizado, o sonho se torna real. A publicidade abre os caminhos dos desejos, para o consumo do extraordinário que logo se torna necessário, indispensável, permanente e  para logo em seguida, fechando o ciclo, se fazer obsoleto, descartável e por fim ir pro lixo. 


Os automóveis e seus assessórios, trava elétrica, vidros elétricos, direção hidráulica ou eletrônica, cambio seqüencial, rádio-CD-dvd. O telefone celular que faz tudo e que até fala. Os designes dos cosméticos de beleza, da cor, da embalagem e dos aromas naturais. As refeições rápidas, fast food, enlatados, instantâneos e congelados. As roupas de tendência e seus desfiles triunfantes. Os tênis e equipamentos esportivos dos super atletas. As televisões de plasma, lcd e digital. Os computadores rápidos, super rápidos, pequenos, eficientes, modernos super finos e leves. Os planos de saúdes privados, remédios para eternidade, cirurgias plásticas e exames médicos ultra sofisticados. As viagens no mundo da CVC, cruzeiros marítimos e viagens para a lua. As ações na bolsa e a s contas no exterior. As infinitudes dos desejos na lâmpada mágica da publicidade. 


E assim caminha a humanidade. Os sindicatos lutam por mais salários para consumir mais, os empresários criam novos produtos e serviços para gerar mais consumo, os governos tributam o consumo e devolvem em subsídios fortalecendo o ciclo do consumo crescentista. Uma sociedade voltada e organizada pelo consumo e que afeta o equilíbrio do planeta. Um planeta que esta sendo consumindo em pedaços, em partes e não suporta mais. 


A natureza ataca com enchentes, furacões, tornados, tisumani e terremotos. Os capitalistas tangenciam com empregos verdes, indecentemente verdes como são os call center por exemplo. Os governos traçam metas de diminuição de carbono e os capitalistas inventam a moeda de carbono para ganhar mais dinheiro. Ou seja o sistema não para e permanece em ritmo crescente na busca do maior lucro. Em cada prognóstico o tempo da destruição diminuie e a alienação da maioria aumenta. 


Somos parte da roda viva, da rede do consumo, encantados e dominados pela lâmpada mágica. O desafio que temos para construir e continuar vivendo neste planeta, é o de viver sem consumir o planeta. Sé é impossível parar de consumir, suportar e dominar nossos desejos precisamos modificar nossos hábitos de consumo e transformar as relações de mercado. Mas acima de tudo precisamos sensibilizar os trabalhadores e trabalhadoras para viver bem de forma diferente. 


Este é o caminho mudando aos poucos podemos ir diminuindo o nosso impacto e aos poucos modificando as relações e enraizando outra cultura de consumo para as próximas gerações. Ontem, fumar cigarro era moderno, colocar o cinto de segurança era desnecessário e beber e dirigir não tinha perigo, portanto, mudar  hábitos de consumo também é possível. Temos que começar. O meu hábito de consumo faz a diferença no exemplo e na prática. 


O sindicalistas não podem estar fora desta nova ordem, temos que fazer a nossa parte. Uma nova realidade, modificar o consumo para modificar a sociedade e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. Agir com força em nossas bases, com nossos colegas de trabalho. 


 

Nenhum comentário:

Postar um comentário