sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

FELIZ 2011 E QUE A NATUREZA VIVA MELHOR!

Vivemos juntos. Somos todos passageiros da nave Gaia.
Gaia uma terra de todos, viva como todos os que vivem nela.
O homem se fez filho de Deus e blasfemou: " EU sou a sua  imagem e semelhança".
Maior que Gaia só DEUS. O homem venceu a natureza.
A inteligência o empoderou e com ela a prepotência, sou EU que sou!
Com capitalismo a exploração do homem sobre o homem. Manda quem manda obedece os outros.
Com o dinheiro, a acumulação e o poder entre as classes. Poucos com muito e muitos com menos.
Com a supremacia o império do consumo, os desejos de valores. Vale o que tenho, mas se tenho sou mais.
A natureza subtraida de seus recursos naturais é uma peça sem valor a serviço do capital.
Deus é mais que Gaia! O deus consumo! O poderoso ser que vale pelo que tem.
O homem alienado pelo trabalho, pelo consumo e pela cultura dominante do ter para ser.
A terra,a Gaia, responde... chega!
Tenha fé, não vai sobrar muito!
A terra vai continuar doente, mas viva.
O homem não tenho certeza!

Paulinho Mendes/dez-10

UM ANO DE PROBLEMAS.

Rui Daher
De São Paulo
Aproveito a última coluna do ano para corrigir um esquecimento. Quem me ajuda nisso é o leitor João Leonel, engenheiro agrônomo por Viçosa, que ao ler minhas três ideias na área agrícola para a presidente eleita Dilma Rousseff, tema da semana passada, indicou um quarto item:
"A agricultura empresarial praticada hoje no Brasil tem a marca da insustentabilidade, na medida em que sua exigência em insumos agroquímicos é desproporcional ao aumento de produtividade (...) o Brasil tornou-se o maior consumidor de agrotóxicos do mundo! E temos brasileiros ilustres que se orgulham disso!".
Embora o assunto tenha sido recorrente nesses dois anos de coluna, concordo ser ele de tal importância que deveria estar entre as sugestões dadas à presidente eleita.
É certo que o clima tropical e subtropical favorece infestações de pragas e doenças nas culturas brasileiras. Mas também é certo que os EUA, cujo consumo de agrotóxicos acabamos de superar, produz o triplo do que o Brasil, se considerarmos a produção de cana-de-açúcar como equivalente em grãos. A área plantada? Cinco vezes maior.
João Leonel, que trabalha na Fundação ITESP (Instituto de Terras do Estado de São Paulo), critica nosso "modelo tecnológico" e gostaria que a Embrapa fosse mais incisiva na tarefa de tornar sustentável o modelo.
Não lhe tiro a razão, mas lembro que tanto a empresa governamental como outras instituições públicas e privadas têm apresentado inúmeros trabalhos de pesquisa com novas tecnologias, de alta eficácia e baixo custo, que poderiam diminuir a dependência da produção agrícola dos fertilizantes e defensivos químicos.
Então, onde devemos procurar o motivo de persistirmos em um "modelo tecnológico insustentável"?
"Na Economia, estúpidos", poderíamos responder, frente ao espelho, parafraseando o especialista em marketing político, James Carville, que disse a Bill Clinton, em 1992, o que fazer para impedir a reeleição de Bush pai.
Até 1960, o Brasil vivia num apagão agrícola, e o modelo tecnológico só foi tomar ares modernos, a partir do início da década de 1970, quando o governo lançou vários Planos de incentivos.
Uso de fertilizantes e corretivos de solos; construção de novos complexos industriais; financiamento rural; pesquisa com as Embrapa e EMATER; e desenvolvimento, com os Prodecer (Cerrados) e Proálcool.
Isso despertou nos empreendedores nacionais, que atuavam na área de insumos agrícolas, o interesse em investir na nova etapa do processo de industrialização. Mesma disposição que surgiu em empresas agroquímicas multinacionais, até então tímidas diante de uma agricultura também tímida.
Em meio século, o aquilo deu nisso: um dos maiores produtores agropecuários do planeta.
Pra quê, então, mexer?
Porque passou do ponto, presidente eleita Dilma.
Hoje, a aceleração do crescimento não pode mais ser um fim em si. Os fatores condicionantes são outros e a senhora os conhece.
É importante saber que há produtos de extração natural, com altos teores de matéria orgânica, capazes de melhorar o condicionamento dos solos, ajudarem na absorção dos nutrientes pelas plantas e reduzir as dosagens de adubação química. Há controladores de pragas e doenças, desenvolvidos a partir de conceitos biotecnológicos, adequados à preservação ambiental, inclusive, sem eliminar os predadores naturais das infestações.
A sociedade e, especificamente, os agricultores estão cada vez mais receptivos a esses manejos e tecnologias. Contam para isso com, pelo menos, três décadas de comprovações científicas sobre os malefícios da massificação química e com a rinha competitiva no agronegócio globalizado.
É preciso, pois, incentivar as pesquisa, produção e comercialização desses novos desenvolvimentos. As empresas envolvidas nessa cadeia são pequenas e médias e, além de enfrentarem a concorrência de complexos gigantescos, carecem de recursos para atender as exigências dos órgãos fiscalizadores e montar aparelhos comerciais capazes de divulgar seus produtos.
Está em suas mãos lançar os fundamentos do modelo tecnológico que deverá vigorar nos próximos 50 anos. Boa sorte.
Feliz Ano Novo a todos. A coluna volta em 11 de janeiro.
Rui Daher é administrador de empresas, consultor da Biocampo Desenvolvimento Agrícola.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NA AF.


Mudanças climáticas prejudicam mais os agricultores familiares

Publicado em novembro 12, 2010 by HC
As mudanças climáticas afetarão mais os agricultores familiares que os grandes produtores, disse ontem (11) o presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea), Renato Maluf, ao participar da abertura do seminário Mudanças Climáticas: Adaptações e Vulnerabilidades.
“As mudanças climáticas afetam a produção de alimentos, sobretudo por parte das populações rurais que produzem parte importante daquilo que consumimos, como os agricultores familiares”, disse Maluf.
De acordo com o presidente do Consea, o Plano de Mudanças Climáticas não valoriza suficientemente a agricultura familiar, embora ela seja mais vulnerável às mudanças das condições ambientais. “Estamos preparando propostas para incluir adaptações no Plano de Mudanças Climáticas. O conhecimento das populações tradicionais será uma contribuição importante.”
Ao se referir aos conhecimentos das populações tradicionais, Maluf assinala que se trata de usar práticas já aplicadas por aqueles que vivem na região para amenizar os efeitos das mudanças climáticas no ambiente.
Durante o seminário, especialistas disseram que a parcela mais pobre é que mais sofre com as mudanças climáticas por viver em regiões mais vulneráveis, como encostas. “Mudanças como a dos regimes de chuvas nos fazem pensar como nos prepararmos e melhorar as condições de vidas dessas populações para que possam resistir e não ficar tão vulneráveis”, diz a secretária executiva do Comitê de Entidades no Combate à Fome e Pela Vida, Gleyse Peiter.
O presidente do Conaea afirma que a discussão sobre as mudanças climáticas e as desigualdades sociais estão estreitamente ligadas. “A discussão de adaptação de vulnerabilidades climáticas é, ao mesmo tempo, um debate para enfrentar a desigualdade social e a pobreza.”
Em sua palestra, o coordenador-geral de Mudanças Globais de Clima do Ministério de Ciência e Tecnologia, José Domingos Gonzalez, disse que as alterações no clima já são uma realidade e agora é preciso discutir as adaptações necessárias para que as populações vulneráveis sofram menos. “O aquecimento global vai acontecer. Precisamos de um plano de adaptação que deve ser focado na diminuição das vulnerabilidades locais, como fortes chuvas e os ventos.”
Organizado pelo Consea e Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, o seminário começou ontem (11) e termina hoje (12).
Reportagem de Yara Aquino, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 12/11/2010

MENSAGEM DE NATAL


Natal: ver com os olhos do coração, artigo de Leonardo Boff

Somos obrigados a viver num mundo onde a mercadoria é o objeto mais explícito do desejo de crianças e de adultos. A mercadoria tem que ter brilho e magia, senão ninguém a compra. Ela fala mais para os olhos cobiçosos do que para o coração amoroso. É dentro desta dinâmica que se inscreve a figura do Papai Noel. Ele é a elaboração comercial de São Nicolau – Santa Claus – cuja festa se celebra no dia 6 de dezembro. Era bispo, nascido no ano 281 na atual Turquia. Herdou da família importante fortuna. Na época de Natal saia vestido de bispo, todo vermelho, usava um bastão e um saco com os presentes para as crianças. Entregava-os com um bilhetinho dizendo que vinham do Menino Jesus.

Santa Claus deu origem ao atual Papai Noel, criação de um cartunista norte-americano Thomas Nast em 1886, posteriormente divulgado pela Coca-Cola já que nesta época de frio caía muito seu consumo. A imagem do bom velhinho com roupa vermelha e saco nas costas, bonachão, dando bons conselhos às crianças e entregando-lhes presentes é a figura predominante nas ruas e nas lojas em tempo de Natal. Sua pátria de nascimento teria sido a Lapônia na Finlândia, onde há muita neve, elfos, duendes e gnomos e onde as pessoa se movimentam em trenós puxados por renas.
Papai Noel existe? Esta foi a pergunta que Virgínia, menina de 8 anos, fez a seu pai. Este lhe respondeu:”Escreva ao editor do jornal local! Se ele disser que existe, então ele existe de fato”. Foi o que ela fez. Recebeu esta breve e bela resposta:
Sim, Virgínia, Papai Noel existe. Isto é tão certo quanto a existência do amor, da generosidade e da devoção. E você sabe que tudo isto existe de verdade, trazendo mais beleza e alegria à nossa vida. Como seria triste o mundo se não houvesse o Papai Noel! Seria tão triste quanto não existir Virgínias como você. Não haveria fé das crianças, nem a poesia e a fantasia que tornam nossa existência leve e bonita. Mas para isso temos que aprender a ver com os olhos do coração e do amor. Então percebemos que não há nenhum sinal de que o Papai Noel não exista. Se existe o Papai Noel? Graças a Deus ele vive e viverá sempre que houver crianças grandes e pequenas que aprenderam a ver com os olhos do coração.
É o que mais nos falta hoje: a capacidade de resgatar a imaginação criadora para projetar melhores mundos e ver com o coração. Se isso existisse, não haveria tanta violência, nem crianças abandonas nem o sofrimento da Mãe Terra devastada.
Para os cristãos vale a figura do menino Jesus que tirita sobre as palhinhas sendo aquecido pelo bafo do boi e do jumento. Disseram-me que ele misteriosamente através de um dos anjos que cantaram nos campos de Belém enviou a todas as crianças do mundo uma cartãozinho de Natal no qual dizia:
Queridos irmãozinhos e irmãzinhas:
Se vocês olhando o presépio e me virem aí, sabendo pelo coração que sou o Deus-criança que não veio para julgar mas para estar, alegre, com todos vocês,
Se vocês conseguirem ver nos outros meninos e meninas, especialmente no mais pobrezinhos, a minha presença neles,
Se vocês conseguirem fazer renascer a criança escondida no seus pais e nos adultos para que surja nelas o amor a ternura,
Se vocês ao olharem para o presépio perceberem que estou quase nuzinho e lembrarem de tantas crianças igualmente pobres e mal vestidas e sofrerem no fundo do coração por esta situação desumana e desejarem que ela mude de fato,
Se vocês ao verem a vaca, o boi, as ovelhas, os cabritos, os cães, os camelos e o elefante pensarem que o universo inteiro recebe meu amor e minha luz e que todos, estrelas, pedras, árvores, animais e humanos formamos a grande Casa de Deus,
Se vocês olharem para o alto e virem a estrela com sua cauda e recordarem que sempre há uma estrela sobre vocês, acompanho-os, iluminando-os, mostrando-lhes os melhores caminhos,
Então saibam que eu estou chegando de novo e renovando o Natal. Estarei sempre perto de vocês, caminhando com vocês, chorando com vocês e brincando com vocês até aquele dia que só Deus sabe quando estaremos todos juntos na Casa de nosso Pai e de nossa Mãe de bondade para vivermos bem felizes para sempre.
Belém, 25 de dezembro do ano 1.
Assinado: Menino Jesus
Leonardo Boff é autor de Sol da Esperança: Natal,histórias,poesias,símbolos, Mar de Idéias, RJ 2007.
* Colaboração de Tita Barretto para o EcoDebate, 22/12/2010

domingo, 19 de dezembro de 2010

ECOSINDICALISMO

Posted by Picasa

ECOSINDICALISMO

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A comida não pode ser barata?


“A sociedade tem de aceitar que a época da comida barata acabou.” 


Assim, o presidente da Farsul resumiu sua opinião sobre o preço da comida, na edição de sexta-feira, 17, do jornal Zero Hora.   
Para quem ainda passa fome no Brasil, é difícil recordar quando, no passado, a comida foi barata. Em todo o caso, tratando aquela opinião de uma necessidade vital das pessoas, como é a de se alimentar, é conveniente analisar-se o dito no que ele pode revelar sobre as causas de uma injustiça social como essa, pois, pelo jeito, não temos saída e estamos condenados a aceitá-la.   
Segundo essa maneira de pensar, cabe uma comparação. Entre o possível prejuízo que a fração de empresários representada pela tal liderança possa ter na venda do indispensável à vida das pessoas, e o que essas possam sofrer por não poderem pagar o que lhes mata a fome, quem não pode sair perdendo é o dono do capital (nem sempre identificado, em tudo, com o “produtor rural”, a economia familiar que o comprove), pois, em todo o contexto explicativo da entrevista, a “comida barata” aparece como prejuízo certo desse personagem. 
Como o mercado, onde esse capital se alimenta de dinheiro e não de comida, é um ente abstrato, de humor desconhecido, refletido em expressões tão grandiloqüentes quanto aleatórias do tipo “crise da economia mundial”, “excesso de demanda”, “defesa da liberdade de iniciativa econômica”, “globalização”, as causas dos perversos efeitos da previsão feita pelo presidente da Farsul geralmente ficam isentas de qualquer investigação sancionatória, inclusive do ponto de vista jurídico.  A “mão invisível” (Adam Smith) dos seus ciclos econômicos de crise, exploração da natureza e das gentes, trata de imunizá-lo.  
Algumas mãos visíveis de defesa desse tipo de irresponsabilidade, todavia, podem ser identificadas, como prova a afirmação categórica do ministro da agricultura, publicada na mesma edição de ZH, segundo a qual “índices de produtividade é assunto encerrado.”
Ali aparece, novamente, o porque de se encerrar esse assunto: “Quem deve definir o que, como e quando o produtor brasileiro vai produzir é o mercado, a visão que ele tem de oportunidades de negócios, perspectivas de preço, demanda do mercado interno e internacional. Não pode ser um ato autoritário, de cima para baixo, dizendo que tem de produzir com tais índices de produtividade. Não é assim que se faz”.
Entre o que a sociedade, portanto, “tem de aceitar” como diz o presidente da Farsul, e a forma como essa aceitação deve ser feita (“assunto encerrado”, “não é assim que se faz”...), como diz o ministro da agricultura, o Estado, a democracia, os Poderes Públicos, o ordenamento jurídico não têm que dar palpite nem se meter. 
A lei e o direito, assim, não têm voz nenhuma aí. Quem deve mandar sobre o que deve se produzir “é o mercado”, “as oportunidades de negócios”, as “perspectivas de preços”, somente o dinheiro, em última análise. Poucas vezes se reconheceu, com tanta clareza e pelas vozes dos seus mais fiéis representes, onde se encontra, efetivamente, o “ato autoritário, de cima para baixo”, a que faz referência o ministro da agricultura. Ele desce do mercado e é indiscutível, fatal, como ato caracteristico de toda ditadura. A/o pobre faminta/o que se submeta a esse ente-ídolo capaz de ditar o que, como, quando e quanto ele deve comer. Não é por acaso, portanto, que acabe morrendo de fome. O Estado e a democracia prossigam fingindo terem o poder de garantir a vida e a liberdade do povo pobre.
Haja fome, então, para suportar uma opressão  a esse nível. Ela comprova a maior contradição presente em todo o nosso sistema econômico. Justamente quando a produção rural conquista quantidades de alimento mais do que suficientes para alimentar o povo todo, o chamado “preço de mercado” cai a níveis tão baixos, que somente a retenção dessas quantidades consegue cobrir o custo da produção, seja o real, seja o inventado por quem sabe manipular dados a favor do seu lucro. Aí o Estado deixa de ser o vilão e passa a ser a solução...
Não é preciso ser economista para compreender onde tudo isso vai dar. Esse ar de fatalidade, no qual se inspiram as opiniões das referidas lideranças, não é igual ao do clima, corriqueiramente invocado em favor das alegadas dificuldades pelas quais passam os seus liderados. Que a freqüência desse repetido queixume  já alcançou status de segunda natureza, isso não dá para negar, pois não há ano em que ele não repita o seu choro.  
Quanto cinismo e hipocrisia se refletem, pois, quando o respeito à lei, especialmente a da segurança nacional, é invocado com veemência, por essas lideranças, sempre que o povo necessitado de casa e comida toma em suas próprias mãos a iniciativa de proclamar que o tal respeito só vale, de fato e materialmente, em favor de minorias historicamente protegidas por uma ideologia sem outras referências que não as da propriedade e as do mercado. Se o destinatário de algumas vantagens previstas em lei é a/o pobre, elas ignoram e desprezam a lei. Essa exige, por exemplo, o cumprimento da função sal da propriedade, “em prol do bem coletivo”, das “necessidades dos cidadãos”, da “erradicação da pobreza”, de “direitos humanos fundamentais”, expressões que não faltam na Constituição Federal, no Estatuto da Terrae no Estatuto da Cidade, entre outras regras jurídicas. Aí, o seu efeito material, concreto, é igual a zero, já que o mercado, pelo menos o refletido nas opiniões publicadas pela ZH, não precisa se preocupar com isso.
O direito à alimentação, por exemplo, somente entrou expressamente na Constituição em fevereiro deste ano (Emenda 64), como se a satisfação de uma necessidade vital como essa, de tão desrespeitada no país, tivesse necessidade de se proclamar em lei, para ser reconhecida como direito.  Muito antes, os tratados internacionais que o Brasil assinou, como o dos direitos econômicos, sociais e culturais de 1966, já vinculavam o nosso país, inclusive, à reforma agrária capaz de, no mínimo, atenuar as danosas conseqüências da comida cara.
Os conceitos de “soberania alimentar” e de “segurança alimentar”, capazes de dar sustentação a direitos fundamentais de todo o povo, garantindo-lhe presidir o que plantar, colher, criar e abater, sem  correr o risco da fome, pela falta de acesso à terra, devem inverter os sentidos das lições ditadas pelopresidente da Farsul e pelo ministro da agricultura.  O primeiro “tem de aceitar” e o segundo não pode “encerrar assunto” que envolva direitos como os que as suas opiniões desconsideram.  O “realismo econômico” da comida cara, sem outro remédio, previsto por eles, se está sendo pelo menos mitigado nos seus danosos efeitos sociais, isso não se deveu ao mercado, lá erguido à panacéia dos nossos males, mas sim aos assentamentos gerados pela reforma agrária, pelo menos os que deram certo justamente por obedecer à outra lógica que não a exclusiva do mercado. Não foi este também que presidiu a política pública de implantação do fome zero e do bolsa família. 
Se existem mais brasileiros saciados, hoje, não devem isso ao mercado. Felizmente, há uma outra economia em curso, familiar, solidária, cooperativa, diferente dessa que acumula na mão de poucos o que falta na mesa de muitos. É por isso que a reforma agrária, esses assentamentos e essas políticas públicas recebem críticas tão ácidas das lideranças latifundiárias e daquelas que, no exercício do Poder Público, lhes são fiéis. “Paternalismos oficiais”, “favelas rurais” costumam aparecer sustentando essas críticas.  É que o ídolo ao pé do qual elas se ajoelham, rezam e acendem velas diárias de adoração, não aceita outra forma de produção, distribuição e partilha dos bens indispensáveis à vida das pessoas que não passe pelo seu poder de exclusão, medido de acordo com a capacidade de pagar que cada uma dessas tenha alcançado. 
Aquela outra economia sabe que o dinheiro não se come, nem impõe um “ter de aceitar” ou um “assunto encerrado” prepotentes e   anti-democráticos como os publicados pela ZH do dia 17. Os direitos e os interesses alheios não lhe são estranhos ou, até, hostis. O que ela mais deseja é a suficiência para todas/os e não somente para um pequeno grupo. Está a serviço de uma justiça social capaz de produzir comida e mesa fartas  onde ninguém se assente constrangido pela dor de saber-se estranho à comum união. 

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

DANIEL DEMENEGUETTI

7/12/2010 - 12h12
Uma Questão de Renovação
Por Daniel Domeneguetti*

Sustentabilidade é um tema que vem atraindo grande interesse dos mais variados públicos. Sua importância cada vez mais é explicitada e comprovada com dados e acontecimentos que impactam a todos nós de forma extremamente perceptível. Todos percebem ou são afetados diretamente pela qualidade do ar, pobreza e miséria,  clima,preços de produtos (que usam insumos cada vez mais escassos), desastres naturais, plataformas políticas (vide Marina Silva na última eleição presidencial), dentre outros.

Neste contexto em que ninguém pode se eximir das responsabilidades e impactos gerados pelas nossas próprias ações, esse assunto afeta nada menos do que toda a humanidade. De alertas proferidos pelos chamados ecochatos à pauta de discussão de organizações internacionais, países, empresas, comunidades e famílias, todos parecem ter consenso, em alguma dimensão, que o futuro do mundo e de todos que nele habitam está em risco (sem falsos alertas ou extremismos).

Aquecimento global, efeito estufa, desertificação, derretimento das calotas polares, falta de água, poluição, extinção de espécies, novas doenças, violência, miséria, fome, etc… a ONU diz: “O mundo tem menos de uma década para mudar o seu rumo. Não há assunto que mereça atenção mais urgente – nem ação mais imediata” (Programa das Nações Unidas para a Desenvolvimento Humano PNUD /ONU/2008).

Por exemplo, os gases retentores de calor emitidos em 2008 irão permanecer na atmosfera até 2108 e até para além disso. É preciso mudar já. Os efeitos econômicos decorrentes da poluição de nosso planeta e do uso indiscriminado dos recursos naturais também impactam a riqueza e a competitividade de países e até mesmo suas questões sociais.

Em relação à agricultura (segundo estudo da Esalq /USP), especificamente, no Brasil, prevê-se que a perda de áreas de cultivo de produtos agrícolas com grande importância econômica como soja, cana de açúcar, milho, café, arroz, feijão, mandioca e algodão, até 2020, vão contribuir para diminuir o produto interno bruto (PIB) em 0,29% (do que seria), assim como piorar a desigualdade de renda e concentração em regiões urbanas.

Na medida em que os custos dos alimentos tenderão a subir, será observado um aumento no custo de vida dos mais pobres e redução dos mais ricos, uma vez que o preço dos alimentos, que vai sofrer alta, corresponde a uma proporção maior do orçamento dos mais pobres. Já para os mais ricos, a maior parte do dinheiro é direcionada a serviços e bens industriais, cujos preços devem diminuir.

Os impactos podem ser observados e sentidos em praticamente todos os setores da economia. Entretanto, mais do que nunca, o cidadão comum (qualquer um de nós e todos nós ao mesmo tempo), como trabalhador, eleitor e consumidor tem o poder para mudar e influenciar este cenário fatídico e catastrófico para qual estamos rumando.

Segundo pesquisa realizada pela DOM Strategy Partners de 2010, elementos ligados diretamente à sustentabilidade, como critério de escolha do consumidor, passaram da 11ª. prioridade (em 2007), para 4ª. Outra pesquisa da GS&MD, mostra que consumir equilibrando necessidade e desejo é o que define a visão de sustentabilidade para 45% dos brasileiros. Infelizmente, a maioria (86%) acredita que sustentabilidade é preservar o meio ambiente. No mundo, essa percepção atingiu 74% das respostas.

No Brasil, a recilagem de lixo apareceu em segundo lugar, com 75% das respostas, e a percepção de que os recursos são finitos foi citada por 45% dos entrevistados (contra 50% dos consumidores de outros países). É o consumidor, como elo final de toda cadeia de valor, quem decide o que e de quem comprar, quanto pagar e o que valorizar. É por isso que iniciativas relacionadas a aspectos sustentáveis já são adotadas por uma crescente massa de empresas do varejo.

Certificação de origem de produtos, incentivos à utilização de sacolas retornáveis ou mesmo biodegradáveis, utilização e implementação de conceitos como eco-eficiência, políticas de reciclagem de lixo e detritos, controle de perdas e desperdícios, dentre outras, são apenas algumas das práticas que estão influenciando, cada vez mais, os processos de decisão dos consumidores e, por decorrência, de gestão e investimentos das empresas.

A assunção de responsabilidade e o foco na ação por parte das empresas nos temas críticos e centrais da sustentabilidade são fundamentais para o sucesso de nossa empreitada humana contra a própria degradação, uma vez que, dentre as 100 maiores economias mundiais, mais de 50% das empresas são privadas.

Pode-se concluir, portanto, que em termos financeiros, de alteração de paradigmas de mercado,  influência social,  derivação de recursos e capacidade de mobilização, a responsabilidade de transformação econômica, social e ambiental das empresas – independentemente de seu tamanho e mercado – é tão importante quanto a dos Governos, principalmente se considerarmos os mercados globais.

Para endossar a tese acima, a revista MIT Sloan Management Review, junto com a consultoria The Boston Consulting Group , lançou uma pesquisa sobre o negócio da sustentabilidade (The Business of Sustainability), que apontou os seguintes achados:

•    “É consenso que as empresas terão um papel crítico nas questões referentes à sustentabilidade e 92% dos entrevistados dizem que suas empresas já estão trabalhando a questão.
•    Apesar disso, a maioria dos executivos concorda que as empresas ainda não estão alavancando  as oportunidades e mitigando os riscos derivados da sustentabilidade de maneira decisiva.
•    A maioria das ações parece estar limitada a  exigências regulatórias. 70% das empresas ainda não desenvolveram um caso claro para a sustentabilidade.
•    Mas, há um pequeno número de empresas que estão desenvolvendo a sustentabilidade mais agressivamente. Estas empresas estão ganhando vantagem competitiva e tendo impactos positivos em seus resultados.
•    Menos de 25% das empresas reduziram seu compromisso com a sustentabilidade no período da crise. Por outro lado, as indústrias automobilísticas e de mídia/entretenimento aumentaram este compromisso no mesmo período.
•    As lideranças vêem a sustentabilidade não apenas como oportunidade para melhorar a imagem, mas como parte integral da geração de valor do negócio
•    “Quanto maior o conhecimento dos entrevistados sobre sustentabilidade, mais bem conseguem avaliá-la e mais oportunidades identificam para as empresas.”

Concluindo, pode-se afirmar que as práticas tradicionais de comprar, produzir, fazer negócios, vender, distribuir e marquetear estão sendo questionadas radical e irreversivelmente. Novos padrões e modelos de negócios virão em substituição dos atuais modelos da era industrial e dos serviços de escala.

Aparentemente, estamos diante de uma profunda mudança em um velho e estabelecido ditado, que nos é ensinado – pelo menos a todos os administradores: “Administrar se trata de gerenciar recursos escassos”, para algo como: “Administrar se trata de criar, gerenciar e circular recursos renováveis”.

*Daniel Domeneghetti, sócio-fundador da E-Consulting Corp., é atualmente CEO da DOM Strategy Partners, presidente do Instituto Titãs do Conhecimento e co-manager da InVentures Participações.
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(Envolverde/Idéia Socioambiental)

CARTA DA SAUDE AMBIENTAL

Carta da Saúde Ambiental
Divulgando a carta e as moções aprovados no I Simposio Brasileiro  de Saúde Ambiental realizado em Belem 

A questão dos agrotóxicos e dos impactos do agronegócio foi um tema intensamente visibilizado e debatido.

Aprendendo com a história, setores cada vez mais amplos da sociedade se movem para re-conceber, em bases harmoniosas e igualitárias, a nossa relação com a Natureza e nossos projetos de futuro. Para isto, nos mobilizamos, cerca de 1000 professores, pesquisadores, estudantes e técnicos, aqui presentes, para debater acerca da responsabilidade do campo da Saúde Ambiental brasileira neste especial momento da trajetória humana no Planeta Terra.
Há, entre nós, um sentimento comum de indignação e não passividade para com a apropriação da ciência e da tecnologia pela racionalidade instrumental econômica, que concorre significativamente para a crise civilizatória, nas dimensões ambiental, econômica, sócio-sanitária e política, como também denuncia uma crise ética e paradigmática do conhecimento científico.
Qual o papel da ciência neste contexto? Como articulamos o modo de produção e consumo das sociedades contemporâneas com o ambiente e a saúde? Como isto se expressa no modelo de desenvolvimento delineado pela globalização e pela reestruturação sócio-espacial da produção? Em que medida o Estado Nação tem sido capaz de fazer valer seu papel, se antecipando às ofensivas do grande capital e protegendo a população e os ecossistemas? Qual o papel da sociedade civil organizada no enfrentamento destes problemas?
A questão ambiental, conformada por uma lógica de intervenção da sociedade no sentido da apropriação da natureza, ou mais especificamente, uma lógica capitalista de produção e consumo, nos coloca o desafio de compreender e analisar as conexões entre os processos produtivos, as relações sociais e a saúde, assim como as desigualdades dos riscos à saúde e das vulnerabilidades socioambientais.
Na vigência de uma economia cujo mercado está mundializado, nossa biodiversidade, a riqueza do subsolo e fontes de água, a extensão de nossa terra, a capacidade de trabalho do povo, e até mesmo as seqüelas de sua secular exclusão, são elementos que delimitam uma escolha político-econômica que subestima seus próprios efeitos deletérios ao ambiente e à saúde das populações. Ademais, não prevê formas efetivas de recuperação da natureza e de prevenção e cuidado com a saúde humana. Este desenho nos inclui na economia global na condição de país produtor e exportador de commodities agroindustriais, num modelo monocultor químico-dependente de padrão agro-bio-tecnológico, que se expande sobre biomas como a Amazônia e o Cerrado. Somam-se a esta configuração as cadeias de mineração-aço e petroquímica, entre outras, que produzem expressiva contaminação ambiental e danos à saúde humana. Este é o pacto perverso do capitalismo atual, que produz injustiças ambientais e nos coloca importantes desafios para o seu enfrentamento.
Se este modelo nos colocou entre as seis maiores economias do mundo, ainda não se conseguiu superar as distâncias existentes entre esse [WINDOWS-1252?]“progresso” e o grande acúmulo de riquezas que ele possibilitou, com o desenvolvimento humano e seus indicadores no campo do saneamento, da educação, da saúde, e da qualidade ambiental.
O Estado brasileiro tem se colocado, muitas vezes, de forma subordinada aos ditames das grandes corporações internacionais e facilitado sua instalação, no país, disponibilizando vultosos recursos públicos para estes investimentos e as infra-estruturas que demandam. Assim, grande parte das comunidades, que no discurso hegemônico seriam beneficiadas pelo crescimento econômico, passam a ser atingidas por ele, expulsas de suas terras e afastadas de seus ecossistemas, perdendo sua segurança e soberania alimentar, sob o aceno de insuficientes medidas compensatórias focais.
A complexidade e as incertezas do conhecimento científico devem ser consideradas nos processos de tomada de decisão político-técnicos voltados para o estabelecimento da regulação de parâmetros ambientais e do trabalho, que visem à proteção à vida e à saúde. Torna-se imperativo que as políticas públicas se voltem para essas questões e se utilizem de princípios éticos e precaucionários diante dessas incertezas, dialogando respeitosamente com outros saberes e culturas.
No contexto da ordem mundial dos “neo” colonialismo, imperialismo e liberalismo, dialeticamente, povos indígenas, afrodescendentes, comunidades tradicionais, trabalhadores e moradores das periferias urbanas resistem e avançam na construção de alternativas a este modelo, como são a Agroecologia e a Economia Solidária, preservando suas culturas e saberes de cuidado com a Vida.
Colocamos-nos ao lado dos cuidadores da vida e afirmamos a importância da práxis na produção de uma ciência cidadã, com pressupostos éticos, que supere as barreiras disciplinares e os muros da academia, para produzir processos coletivos de produção de conhecimentos emancipatórios e de proteção da saúde e do ambiente.
Nesse sentido é necessário desenvolver e aprofundar teorias e técnicas que auxiliem o entendimento das influências do meio ambiente na saúde e forneçam subsídios para a formulação de respostas apropriadas do ponto de vista da Saúde Pública e, dessa forma, possibilitem intervenções consistentes e efetivas através de abordagens integradoras e globalizantes. A práxis nos compromete a lutar por Políticas Públicas que assegurem o direito à saúde e ao ambiente saudável, para o qual uma nova concepção de Ciência e Tecnologia tem papel fundamental.


Belém do Pará, Dezembro de 2010

A NATUREZA REAJE!






Triplica número de afetados pelo clima

De 2007 a 2009, triplicou o número de brasileiros afetados por inundações, secas, vendavais e temperaturas extremas. É o que revela o Atlas Nacional do Brasil Milton Santos, lançado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A reportagem é de Wilson Tosta e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 15-12-2010.
O aumento mais impressionante ocorreu no item inundações. Em 2009, as enchentes - que em 2007 haviam afetado 1 milhão de pessoas - impactaram 3,2 milhões de brasileiros. No item secas, o salto foi de pouco mais de 750 mil para cerca de 1,8 milhão, e nos desastres com causas eólicas e temperaturas extremas, o número de afetados passou de 200 mil para 800 mil.
As informações do atlas foram divulgadas três dias após o fim da Conferência do Clima das Nações Unidas, realizada em Cancún, México.
Em sua sexta versão - a primeira foi em 1937 e a quinta, em 2000 -, a publicação mostra a evolução da proporção de vítimas e dos tipos de desastre distribuídos pelo território brasileiro no período 2007-2009.
O altas revela, por exemplo, que Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Piauí foram os Estados que tiveram a maior proporção de habitantes afetados - entre 12,1% e 15,2%.
No ano passado, os gaúchos foram os mais afetados pelas secas. Do 1,6 milhão de habitantes que sofreram com desastres naturais no Estado, mais da metade enfrentou a falta de chuvas. No mesmo ano, os capixabas foram fortemente afetados pelas enxurradas.
Os números divulgados ontem abalam uma crença arraigada no senso comum: a de que o Brasil estaria livre de grandes tragédias naturais que afetam duramente outros países.
Eixos
Território e Meio Ambiente é o nome de um dos quatro "eixos" do atlas, que, por determinação legal, leva o nome daquele que é considerado o maior geógrafo nascido no Brasil, Milton Santos (1926-2001).
Em suas páginas, disseca questões como uso de agrotóxicos, espécies em extinção, reservas florestais, cobertura vegetal, biomas, queimadas, ameaças à biodiversidade - tudo referenciado em mapas coloridos do Brasil e dos Estados. As fontes são o próprio IBGE e órgãos oficiais, do Instituto Chico Mendes à Fundação Nacional do Índio, abrangendo instituições internacionais, como o Banco Mundial.
Na mapa das Fontes de Ameaças à Biodiversidade, por exemplo, é possível ver a Concentração de Fontes de Ameaças, representadas por uma escala de cores que vai do amarelo (muito baixa) a negro (muito alta). A ilustração expõe a proximidade ou distância de unidades de conservação, por exemplo. O período examinado vai até setembro de 2009. Em outras páginas é possível ver a representação da Poluição Industrial Potencial e do Uso de Agroquímicos.
A primeira, com dados de setembro de 2010, mostra que os Estados que concentram mais poluentes são São Paulo e Minas Gerais. Um gráfico indica que o poluente industrial mais emitido no País é o monóxido de carbono (CO). Sozinha, a indústria metalúrgica responde pela emissão anual de 400 mil toneladas dessa substância. A segunda revela que São Paulo liderou, em 2005 (último dado disponível), o consumo de agrotóxicos, com 55 mil toneladas anuais.
Trabalho
A elaboração do atlas envolveu 40 pesquisadores. De acordo com o presidente do IBGE, Eduardo Nunes, exemplares do atlas serão enviados para representações diplomáticas do Brasil no exterior.
CRONOLOGIA
Desastres recentes
Marco de 2004
Furacão
Catarina atingiu o sul de Santa Catarina (40 municípios) e o norte gaúcho. Houve 3 mortes e 100 mil casas afetadas.
Dezembro de 2007
Terremoto
Tremor de 4,9 graus na escala Richter atingiu Itacarambi (MG). Uma menina de 5 anos morreu e 95% das casas do povoado foram destruídas. Apesar da intensidade, esse não foi o maior tremor ocorrido no Brasil.
Maio 2008
Ciclone extratropical
Rajadas de vento de até 118 km/h mataram duas pessoas no Rio Grande do Sul e deixaram centenas
de desabrigados.
Novembro de 2008
Tragédia em SC
Após 919,5 milímetros de chuva, quando o normal para todo o mês era de 110,4 ml, enchentes no Vale do Itajaí mataram mais de 100 pessoas e deixaram quase 100 mil desabrigadas ou desalojadas.
Janeiro de 2010
Enchentes
Chuvas e deslizamentos mataram cerca de 40 pessoas na região de Angra dos Reis (RJ). Em São Paulo, São Luiz do Paraitinga sofreu com a maior enchente desde 1930. O Rio Paraitinga subiu 10 metros, arrastando imóveis históricos.